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(Idioma: Português de Portugal – para traduzir, clique com o botão direito do mouse e selecione a opção de tradução ou clicando nas configurações do Google, pelo Smartphone)

Este tem sido o meu dia-a-dia desde o início de março. E tem sido a rotina de outras pequenas e médias empresas que atuam no mercado da Saúde no contexto internacional. Os constrangimentos multiplicam-se e as operações complicam-se, por isso é crucial manter um espírito de resiliência muito vincado para ultrapassar tantos obstáculos.

Que medidas estou a usar para mitigar o “efeito COVID-19” na nossa operação?

  1. Renegociar custos de mercadorias importadas com fornecedores para minimizar perdas (qualquer alteração de preços deve ser formalizada e deve ocorrer antes da exportação);
  2. Pagar antecipadamente aos fornecedores para garantir stocks. Negociar linhas de financiamento com entidades bancárias, se necessário;
  3. Colaborar com transportadores e/ou transitários para mitigar os impactos na detenção de cargas e, consequentemente, na alteração dos prazos de entrega;
  4. Procurar fontes de fornecimento de matéria-prima no mercado local (se possível) e/ou considerar operações pivotantes para fornecer bens de combate à pandemia;
  5. Monitorizar alterações regulamentares ou oportunidades de alívio nas tarifas alfandegárias à entrada ou à saída de mercadoria;
  6. Monitorizar o fecho de fronteiras e as medidas de lockdown nos países destinatários.

Causas e Efeitos da pandemia (as minhas notas)

Causas do cenário atual:

  • As cadeias de Abastecimento partiram-se;
  • Há perturbações tanto na Oferta quanto na Procura;
  • O Protecionismo impede importações e a circulação de bens;
  • A quantidade de aviões em terra diminui a capacidade da carga aérea;
  • Os portos marítimos privilegiam ‘bens essenciais’, que demoram mais tempo a circular neste momento.

Efeitos, consequências e futuras implementações estratégicas:

  • Digitalizar processos de Supply Chain (IA, IoT, Machine Learning), para melhorar análises preditivas, corrigir problemas em tempo real e planear eventos futuros;
  • Criar equipas de mitigação de risco e monitorizar perturbações nas cadeias de abastecimento (ao momento) de forma a aumentar a velocidade de resposta;
  • Mapear a cadeia para conhecer todos os fornecedores e intermediários, e calcular possíveis impactos de distribuição se houver interrupções em algum ponto;
  • Garantir fornecedores alternativos sempre que possível;
  • Projetar produtos universais (se for o caso) cujas peças possam ser produzidas em várias fábricas;

Continuamos em guerra, mas continuamos a aprender todos os dias. E, tal como li numa publicação recente da Harvard Business Review, no futuro veremos empresas que não farão nada para melhorar os seus processos, à espera de que uma crise similar nunca mais aconteça. Depois, veremos outras a investir nas suas cadeias de abastecimento, de forma a aumentarem a sua capacidade de resposta a futuras crises. No longo prazo, o segundo lote de empresas será premiado, mesmo sabendo que todas as crises são diferentes. 

Estamos juntos.

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