Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on email

“Tudo o que pode ser medido é o que pode ser gerenciado”, Peter Drucker (Peter Ferdinand Drucker foi um escritor, professor e consultor administrativo de origem austríaca, mudou-se para os EUA, considerado como o pai da administração moderna, 1909 – 2005).

Essa frase nunca foi tão atual como é hoje!

Hoje fala se muito da transformação digital, escutamos sobre esse tema o tempo todo. Ser digital tornou se inevitável, mesmo sem percebermos ficamos e somos digitais. Sem ser digital não há sobrevivência mais possível. Isso tanto para as pessoas quanto as empresas, principalmente agora com o impacto do confinamento e mudanças que a pandemia trouxe, ficou inevitável sermos todos envolvidos no mundo digital.

Transformação digital tem a ver com estratégia de perpetuar ou permanecer vivo, tão simples assim!

Estratégia hoje é tratar todas as variáveis de forma integrada, com visão contextualizada e planejamento estratégico. Esse deve ser ativo e dinâmico, fluido e voltado para a inovação.

A definição que eu gosto, dentre tantas de Transformação Digital, é a seguinte: “Transformação Digital é um processo no qual empresas fazem uso da tecnologia para melhorar o desempenho, aumentar o alcance e garantir resultados melhores.” Por isso entendo Transformação Digital como uma mudança estrutural na empresa. O desafio é acima de tudo cultural e fazer de novas formas, colocar no centro propósito, satisfação do cliente e ter perenidade como amago de estar atuando.

Será que todas as empresas estão prontas para entrar em uma era de Transformação Digital de sucesso?

A pergunta e o tema são provocativos sim. Em tese todas estão, essa é a boa notícia. A Transformação Digital é possível de ser implementada e ter sucesso. Tecnologia é uma parte, mas o desafio maior é mudança de forma de pensar e de cultura. Explico abaixo.

O  importante a destacar  é que a mudança de “mind set” deve ser trabalhada primeiro germinada nas lideranças, pois implica em novas estruturas organizacionais (um novo organograma horizontal deve ser desenhado),  novas rotinas e novos procedimentos. Portanto as estruturas rígidas não servem mais, e devem ser substituídas por estruturas flexíveis, e para isso é importante entender que é um processo. Ganha-se muito quando se consegue construir um ambiente que valoriza a contribuição de todos, uma vez que a diversidade de conhecimento, informação e necessidade de cada um compõe um ambiente muito mais rico. O ambiente passa a ser de “co”, ou seja, junto se entende, se discute, se planeja, se implementa, se ajusta, se adapta, se inova de agora para sempre.

O papel da liderança na mudança e redirecionamento para a Transformação Digital é o pilar da Transformação. Sócios, Conselho, Alta Gestão devem estar alinhados e bem definidos com relação a Transformação Digital, tendo muita consciência que será uma mudança cultural irreversível.

A tecnologia passa a ser a ferramenta central, não marginal, e deixa o âmbito interno da empresa e passar a ser o elo de conexão com todas (literal) contrapartes (stakeholders). Conexão, para sabermos se estamos ou não conectados, é a primeira investigação entender em que ecossistemas a empresa está, e depois em que ecossistema de inovação está, e finalmente onde quer estar.

Entretanto, isso não quer dizer que isso é suficiente para entrar na era da Transformação Digital. Como é um processo e mexe na cultura, é bem mais profundo que isso.

Outro alerta que deve ser dado é que Transformação Digital não significa uma área de TI mais moderna ou ativa ou investimento em tecnologia. Nem é a área de TI que deve encabeçar a transformação. Tecnologia é ferramenta necessária para se alcançar objetivos comuns. Tecnologia agora tem que contar com o envolvimento de toda as áreas da empresa, que, de acordo com o relacionamento que as áreas tem com cada stakeholders, estas devem trazer as demandas de como é possível melhorar essa relação.

Reduzir processos mecânicos por automáticos, viabiliza potencializar o capital intelectual e criativo interno existente (mas muitas vezes dormente) e portanto a discussão da Transformação Digital é multidisciplinar, multiperfis, e “multitasks”.

Parte fundamental da estratégia de posicionamento face aos ecossistemas de inovação é olhar como está o comportamento dos clientes e seus anseios. Porque o ecossistema concorrência pode já ter começado a ter esse olhar. De onde vem nossa receita passa a ser o centro de atenção.

Portanto a Transformação Digital é um grande desafio de gestão.

Mudança de cultura é o maior desafio, pois Transformação Digital tem um profundo impacto no modelo de negócio e jogos de poder dentro da hierarquia da empresa (que diminuem).

Nós todos somos maciçamente usuários das inovações, de automação (APPs), que precisam de APIs (plugs de conexão e facilitação de interface das plataformas com nossos aparelhos). Sem perceber damos nossos dados e viabilizamos leads em mini cadastros em praticamente tudo o que acessamos via rede (como dados de nome, CPF, telefone, email, por exemplo). Gostamos de ter experiencias de usuários (aproveitar descontos ou bônus, por exemplo), e esses dados, os leads, tem sido cada vez mais armazenados e comparados e geram definições de perfis de personas. Esses perfis geram informações que são cruzadas e através de inteligência artificial procuram melhorar o relacionamento com os clientes, e consequentemente o posicionamento dos negócios no mercado. Portanto estamos na era dos dados. Esses dados são analisados e geram indicadores de tomada de decisão. E nunca foi tão rico o mega banco de dados (Big Data) e como a tecnologia já está ao alcance da mão.

Dados são medidos e analisados (BI – Business Inteligence), geram relatórios diversos com indicadores de performance (KPIs – Key Performance Indicators), e esses em conjunto servem para tomadas de decisão diversas dentro da empresa. Certamente Peter Drucker se sentiria honrado e estaria em comemoração diária! Analitycs  (dados gerados para análise) é um dos elementos mandatórios da Transformação Digital.

Mudança de olhar, de cultura, de forma e ter a disponibilidade do máximo de dados.

A geração Z, nascidos após 1994, é considerada como os “nativos digitais”. Portanto usam, demandam e exigem mundo digital, são multitarefas e serão gestores e consumidores cada vez mais presentes. Essa geração processa rapidamente as informações e está habituada a vastidão de impactos digitais. Novas profissões, novas formas, novas demandas, novas soluções. Demais gerações não devem ficar obsoletas, ficar no passado. Para sobreviver tem que dar espaço a Transformação Digital

Falando um pouco da evolução é importante entender como são suas fases.

A era da digitação  (transcrição de informações analógicas para digital) já passou e estamos na era da digitalização que é o momento atual que todo o universo de dados cruzados é usado de forma estruturada, com segurança cada vez maior (por exemplo, conceito de Blockchain) e interconectados com inteligência para gerar  indicadores para tomadas de decisão ou impulsionar tomadas de decisão (Inteligência Artificial).

Como a liderança que dá o tom da transformação de cultura, pergunto: como está o posicionamento da sua empresa? Quem está discutindo Transformação Digital dentro dela?

A mudança cultural é um processo e nós da HH Inteligencia desenvolvemos uma fórmula para viabilizar a Transformação Digital dentro das empresas: CCCiCeCoAl.

Confiança, comunicação, co-intercambio de conhecimento e experiências, Clareza de Objetivos, Apoio da Alta Liderança. Tem uma forma de aplicar a fórmula e ter sucesso, gerando um círculo que auto se alimenta. O aprendizado constante e sem fim deve fazer parte da nova cultura da organização. Com isso fica claro que organogramas antigos devem dar lugar a colegiados e cooperação em uma era de Transformação Digital. Há um trabalho grande e necessário e que elementos neutros (consultorias externas) devem pilotar para se ter sucesso mais rápido.

Novos modelos devem considerar os seguintes elementos:

  • O crescimento do alcance digital (como estamos com relação a isso);
  • Ampliação, modificação dos produtos e serviços (como olhamos para essa questão);
  • Processo de transição (planejamento, planejamento, planejamento, termos esse dinamismo de entender que planejamento é dinâmico e não estático);
  • Conseguimos entender que transformação digital é basicamente focar solução para o cliente (processos e estruturas rígidas tem que ser abandonados, autonomia e confiança passam a ser drivers, devemos nos preparar para isso);
  • Relação com todos os stakeholders melhorando sempre;
  • Tomadas de decisão em cima de dados com atualização instantâneas e constantes (a velocidade fica alta!);
  • Automação máxima, pessoas tem que ser criativas, empáticas e terem seu potencial máximo explorado, (máquinas são feitas para repetição de funções, simples assim) pessoas são importantes para conexão emocional (empatia);
  • Novos modelos de organização acreditam que há trabalhos que podem ser feitos em todos os lugares, inclusive nas empresas.

Sumarizando: Transformação Digital é inevitável para a sobrevivência e perpetuação dos negócios, parte de uma mudança cultural, tem o olhar para soluções e tem o centro nos clientes, melhoria de relacionamento com stakeholders, tecnologia é ferramenta (meio e não fim), processos operacionais integrados e transparência de dados com interface e geração instantâneas de relatórios de performance geram autonomia e portanto relações de confiança sendo consequência da transparência, terceirização dos elementos não críticos de sucesso. Dados devem estar no DNA de todos que trabalham na empresa e tomadas de decisão são portanto objetivas.

Inovação está aí e ficará.

Acreditamos que construção de valor das empresas está hoje de fato na Transformação Digital.

Publicado emArtigos
Fechar