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(Idioma: português de Portugal – para traduzir, clique com o botão direito do mouse e selecione a opção de tradução ou clicando nas configurações do Google, pelo smartphone)

Deixei de contar os dias… não vale a pena contar o número de dias, até porque não sabemos quantos mais iremos estar de quarentena e também porque já deixou de ser importante contar. É preciso aprender a viver confortavelmente nesta nova realidade: viver em casa. Vital, sim, é ter a noção clara do propósito porque estamos em fechados em casa e o bem maior que daí vai advir.

A tranquilidade instala-se, apesar da tristeza dos números actualizados repetidamente ao longo do dia e a certeza de que, desta vez, estamos todos no mesmo planeta, vítimas de uma pandemia, e da incerteza do seu impacto a nível humano, ambiental, político, social e económico.

O fantasma ressurge: vamos entrar inevitavelmente em recessão; o mundo vai ser diferente depois desta crise; mudámos de paradigma e, paradoxalmente, os aspectos positivos surgem lentamente a par da tragédia do número de mortos e infectados pelo vírus: maior solidariedade, nova maneira de nos relacionarmos com aqueles com quem estávamos menos, menos poluição; golfinhos que voltam a Veneza… como refere o filósofo e ambientalista Viriato Soromenho Marques, citado no Expresso, estamos entre a crise e o colapso; e alerta para a necessidade da Humanidade sair da distopia da dominação e reassumir com humildade o seu lugar na Natureza.

A única certeza é de que o mundo está a mudar de uma maneira vertiginosa e se vivemos desde há já alguns anos em ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo, a mudança agora é ainda mais disruptiva e com um impacto emocional sem precedentes.

É preciso agir rapidamente; é preciso aumentarmos a nossa capacidade de fazer planos de contingência e de os pormos em marcha logo. Já não chega ter um plano de contingência; é preciso ter um plano de contingência para o primeiro plano e um plano de continuidade, para que quando tudo isto terminar e voltarmos lentamente a uma nova realidade, uma normalidade que vai ser muito diferente daquela a que estávamos habituados há poucos meses.

O grande desafio é indubitavelmente uma questão de mindset, em particular de alguns perfis mais conservadores e mais pessimistas ou demasiado optimistas e, neste momento, temos que equacionar o Paradoxo de Stockdale; fazer o reality check: esperar o melhor face à informação diariamente actualizada, mas prepararmo-nos para os piores cenários que possam surgir.

Uma crise exige uma resposta rápida e o pânico é o pior inimigo!

Os empresários, se querem manter as suas empresas, têm que se recriar, reinventar e reconectarem-se com os seus stakeholders, sob pena de definharem e desapareceram. O pânico e a espera para ver o que acontece, não são soluções!

O modelo de negócio tem que ser repensado e adaptado, e para isso é preciso lidar em primeiro lugar com os colaboradores, fazer planos de contingência e de seguida pô-los em acção, comunicando de uma maneira aberta, honesta e transparente e é aqui que eu sinto que um business coach e também um executive coach são uma ajuda muito grande naquilo que designei como reality check.

A visão externa do negócio, o colocar em perspectiva, permite-nos ajudar a por em marcha tudo o que é preciso fazer e que foi delineado nos planos de contingência, que vão deste colocar equipas em teletrabalho, formá-las e lidera-las à distância, até à readaptação do negócio, como, por exemplo, restaurantes que fecharam e que estão no modelo take away.

Outros negócios terão que se reinventar, preparando-se para um relançamento, que não se sabe quando vai surgir. E aqui surge o grande desafio: ajudar o empresário a lidar com as suas crenças e os seus hábitos, na busca de soluções rápidas, que possam mitigar riscos e perdas e sobreviver a uma recessão que infelizmente é inevitável.

Se isto faz sentido para si e precisa de ajuda, não hesite em contactar-me.

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