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Meu nome é Vivian, tenho 25 anos, sou arquiteta e estou noiva. Sou a filha mais nova e trabalho com meu pai há três anos. Meu noivo também se formou em arquitetura e recebeu uma excelente proposta de trabalho em uma cidade a 500 quilômetros de distância.

Meu pai, Manoel, 52 anos, é dono de uma rede de lojas de material de construção há 30 anos. Ele recebeu a primeira loja de herança do meu avô e fez a expansão da empresa, diversificando os negócios.

Minha mãe, Elizabeth, 50 anos, dedicou sua vida para cuidar de mim e da minha irmã. Depois que nós nos formamos, ela ficou, na minha opinião, um pouco perdida. Tem procurado novas atividades, mas meu pai diz que ela busca ouvir qualquer pessoa que prevê o futuro. Ele acha que ela é uma excelente esposa, mas muito influenciável. A meu ver, ela ainda não encontrou o que fazer da sua vida, uma vez que já não necessitamos de seus cuidados o tempo todo.

Cleide, minha irmã, tem 27 anos; formada em administração é o braço direito do meu pai. Teve um relacionamento que não deu certo e acho que ela é uma pessoa muito triste.

Não sei como dar a notícia ao meu pai de que irei sair da empresa e morar longe. Gosto de arquitetura, mas o projeto de vida meu e dele sempre foi de apoiá-lo na gestão da empresa.

Como eu esperava, a notícia provocou reações.

É DIFÍCIL LIDAR COM A QUEBRA DE EXPECTATIVAS

Meu pai que sentiu-se traído nas suas expectativas e passou dias sem falar comigo.

Realmente, ele sempre esperou que eu participasse das decisões sobre tendências do mercado para manter a empresa numa condição de liderança.

Para ele, meu afastamento físico é uma grande frustração e não sei como lidar com isso.

Minha irmã também reagiu mal. Ela, que sempre se dedicou aos negócios, mesmo com prejuízo de sua vida pessoal, achou que eu não podia fazer uma coisa dessas para o meu pai.

Minha mãe tomou meu partido, dizendo que já previa que eu tomaria um rumo diferente na minha vida. Essa opinião aumentou o conflito.

Estávamos vivendo esse clima de desconforto quando comecei a procurar um caminho para reorganizar minha família e restabelecer um clima de entendimento.

A minha decisão alterou o projeto de futuro de todos e, nesse momento, ficamos com dúvidas sobre como seguir em frente.

RECONSTRUINDO NOSSA VISÃO DE FUTURO

Procurei meu pai e, com moderação, conseguimos fazer uma pequena análise da situação. Estávamos sem saber como lidar com o futuro da empresa e, esse impasse, principalmente, estava afetando nossas relações.

Minha pesquisa me revelou a existência de uma metodologia da Governança Familiar para orientar o acordo familiar e planejar o futuro.

Nas primeiras reuniões, assumimos o compromisso de buscar a melhor solução para a família que foi a de trabalhar nossa comunicação. Resgatamos nossos vínculos e lidamos com nossas diferenças.

Esse foi o momento mais difícil, porque estávamos em posições bem distintas e difíceis de conciliar.

Aos poucos, definimos nossos objetivos comuns e como poderíamos compatibilizá-los: os interesses pessoais, os do negócio e os da família.

Essa foi uma experiência muito rica e emocionante, onde nos sentimos novamente uma família integrada.

Depois disso, pudemos identificar cada segmento das nossas relações em que era necessário um acordo desde nossos relacionamentos, passando pelo patrimônio e chegando ao foco no futuro.

Planejamos o futuro da empresa, novas atividades para minha irmã, novos interesses para minha mãe e ajustamos a dedicação futura do meu pai aos negócios.

O melhor de tudo: todos felizes com o meu casamento e meu novo projeto de vida.

jmarcos@joaomarcos.net

Saiba mais sobre Governança Familiar http://joaomarcos.net 

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