avô e e neto se abraçando
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Essa era uma das frases que mais dificultava a continuidade do agronegócio por parte de herdeiros da geração Y – os nascidos de 1980 até 95 – 2000. Essa “safra”, em boa parte, não tinha e continua não tendo a mesma disponibilidade de seus ancestrais para “ficar de olho nos bois”. A forma de fazê-lo, quando chegou a sua vez de se tornar um continuador, ainda era de alta exigência e engajamento local. E isso os tirava da sua zona de conforto, física e psicológica.
Por muitos motivos, analisados em outros artigos meus disponíveis na internet, a geração Y não estava e continua a não estar disposta a horas em lombo de cavalo, assento de trator ou outro utilitário. Quem assim não procedia, ou procede no agro e mesmo em qualquer outra atividade, logo se tornava e ainda torna ex proprietário rural, ex empresário, justificando a famosa frase do pai rico, filho nobre e neto pobre.
O que está fazendo com que os mais jovens – a chamada geração Z, também conhecida como millenials, os nascidos de 95 em diante, voltem a se interessar por assumir os negócios familiares, com destaque os do agro? Tanto que, em muitos casos, a gestão está passando dos Baby boomer e X, os nascidos de 1945 a 1980, direto para a Z, pulando a Y, ou seja, de avós para netos.
Os millennials conseguem corresponder àquela fundamental exigência – ficar de olho na fazenda, independente do que ela produz, da empresa, de maneira muito melhor e mais efetiva do que qualquer geração até hoje o fez.
E o podem fazer de qualquer parte do mundo. Inclusive de alguma praia paradisíaca. A tecnologia disponível para isso e em utilização, há bem poucos anos seria considerada ficção científica.
Podem monitorar, em detalhes, não só os bois, mas também qualquer atividade sendo executada, até enquanto ela estiver sendo feita. Conseguem analisar todo o centímetro quadrado da lavoura e ainda sendo orientados ao o que olhar por algum dispositivo e melhor do que qualquer capataz o faria, por mais qualificado que este seja. Isso e muito mais, hoje faz parte do dia a dia do agronegócio.
A geração que melhor lida com isso, com a vantagem dos avós se fascinarem através deles, pelo que é oferecido e como fazem, é a Z. Avós sempre se entenderam melhor com netos do que com filhos, independente da atividade e da época histórica. Bem claro, se entendem bem com a geração Z e não a z, os mimizentos, ou snowflakes, como também são conhecidos os criados de maneira superprotegida e, por isto, incapazes de enfrentar adversidades. Os chorões tendem a ser desprezados, não só pela vida, mas em especial pelos avós.
O desafio do agro e sua continuidade na família empresária, agora não é mais do portão para dentro da propriedade, em olhar o boi engordando, em checar como o plantio está ocorrendo ou a cultura evoluindo. O desafio agora é a dinâmica familiar e de gestão do negócio – antes da porteira. E a demanda é tão importante que já surgem escritórios multiespecialidades para apoiar as famílias empresárias do agro. Algo que, para as outras atividades econômicas já existia há décadas, o que comprova a tendência.

Publicado emArtigos

Deixe um comentário