Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on email

“Um Conselho aliado a um plano de Sucessão como fator de sucesso para atravessar os momentos atuais e os que estão por vir em nosso ambiente empresarial familiar.”

As empresas em geral – de administração familiar ou não – se vêm diante de vários obstáculos no presente momento. Seja para retomada, melhoria contínua, novos investimentos internos ou externos, aquisições, fusões ou mesmo para salvar o seu próprio negócio, haja visto as paralisias parciais em alguns setores e a preparação para a tão normalidade desejada por todos.

A sucessão empresarial ocupa, ou deveria ocupar – assim como um Conselho, seja de Gestão, Consultivo ou de Administração – papeis de destaque nesta nova ordem de prioridades.

No caso específico das empresas familiares, independentemente de seu tamanho – frisamos com frequência: nossa visão é a de que todas as empresas deveriam ter um “Conselho” organizado – a formação de uma estrutura com regras e procedimentos a serem seguidos para a sucessão empresarial definidos com critério, paciência e consensos entre os acionistas e as famílias empresárias, cumprirão por hora, o papel fundamental para a perenidade do negócio, em consequência a preservação do nome familiar, seus méritos e história, se assim for a vontade dos seus acionistas, patriarcas e matriarcas, como na verdade sempre é, assim como é natural que o seja.

Dado a diversas situações vivenciadas no passado, no presente e que iremos provavelmente viver no futuro, com facilidade podemos imaginar uma organização que tenha a necessidade de uma hora para outra ver afastado de suas funções alguém que desenvolve funções vitais de direção ou no comando total do negócio, sem a preparação de seu sucessor. A ausência de um plano sucessório, estruturado e legal, pode ser um elemento que contribua negativamente no desenvolvimento seguinte da companhia repercutindo em muito em sua competitividade. Estamos abordando o tema de sucessão que tem como premissa a busca das melhores competências dentro das famílias e que tenham vocação, não se trata aqui de preferências, tão somente ou de busca subjetiva.

Observamos atentamente que o tema, assim como o trabalho à distância por exemplo, vinha sendo debatido nas empresas, porém postergado o máximo possível sem resultados práticos, ou seja, sem nenhuma aplicação, mesmo sabendo serem de extrema relevância. Eis que por circunstâncias atuais, muitas empresas se vêm “obrigadas” a adotar procedimentos para não se verem paralisadas. Constata-se o óbvio.

Atualmente, os “tabus” a cada dia estão sendo desmistificados, ficando para trás e exigindo que a tomada de decisões, de forma organizada, técnica e segura, seja implementada rapidamente. Claro que as empresas de sucesso que chegaram até aqui têm os seus próprios méritos. A nossa abordagem reside no fato de que se as ferramentas evoluem, por que não as utilizar a serviço da melhoria dos negócios e do seu crescimento? Há um ganho de tempo e de qualidade na gestão dos negócios, compartilhamento e inserção de pessoas nos processos.

Um processo de sucessão efetivamente estruturado, de certa forma reduz o stress provocado pelas incertezas, facilita o consenso para busca das soluções. Os benefícios vão além da ação de apenas “colocar alguém no meu lugar” para “ter mais pessoas com quem possamos procurar as soluções” e a consequente perenidade.

Uma organização com um processo definido ou em curso de “Sucessão”, engajado a um “Conselho” – gestão, consultivo ou de administração – de forma transparente, igualitária, sem paixões ou medos, pensando e sabendo lidar com os fatores “negócio, família e propriedade” de forma isolada, terá provavelmente maiores chances de abordar temas que se enfrentam no momento presente e para o futuro, como os que enumeramos a seguir, de forma não exaustiva:

Garantir a tomada de decisões;

• Evitar a paralisia dos recursos humanos;

• Visão da empresa de forma “estendida”;

• Revisão e digitalizar muito mais e mais rápido;

• Estruturar retomada por regiões (em caso de abrangência regional dos negócios);

• Manter o olho no horizonte, se valendo das experiências vivenciadas;

Evidentemente trata-se de alguns pontos que encaramos como fundamentais os quais devem ser desdobrados e adequados a cada realidade, mas que se enfrentados de forma madura e baseadas na realidade contribuirão para o sucesso agora e para o futuro.

A Sucessão empresarial, assim como um Conselho, são instrumentos de grande utilidade para o mundo dos negócios e ao contrário do que se possa avaliar, os custos de implementação compensam em diversas ordens de grandeza (material e não material) principalmente quando estamos concretamente pensando e desejando a preservação do negócios e das famílias empresárias.

Publicado emArtigos
Fechar